O mundo atual é rápido, globalizado, exigente. Você deve fazer coisas, saber coisas, acontecer. Dorme-se menos de 5 horas por noite porque temos que trabalhar, estudar, fazer atividade física, nos deslocar para trabalhar/estudar, fazer inglês, francês, alemão, culinária, namorar, cuidar dos filhos, passear com o cachorro, ler (pois é preciso ter cultura), limpar a casa ....
A evolução do mundo foi muito mais rápida que a evolução da espécie (figurativamente falando). Nosso corpo não consegue gerar energia para acompanhar o ritmo de trabalho que a vida moderna nos impõe. A espécie não está adaptada a nova carga de trabalho que a invenção da luz elétrica permitiu, fazendo a noite quase tão funcional quanto o dia. Da mesma forma que a agitada vida das grandes cidades cobra seu preço.
Tentamos acompanhar, mas as noites mal (ou não) dormidas esgotam a energia destinada a nos manter bem e, graçasa um mecanismo evolucionário que já foi útil para a espécie se manrter viva, a energia extra necessária é retirada do sistema imunológico.
Vale a mesma regra para a vivência de experiências emocionalmente difíceis ou com o excesso de paixão. A energia extra vem do sistema imunológico. Assim, rapidamente você encontra pessoas que adoecem devido à sobrecarga de trabalho ou ao chamado estresse emocional. As manifestações mais comuns de adoecimento são gripes, dores pelo corpo e queda de cabelo.
O cérebro ordena ao corpo gastar sua energia priorizando os sistemas vitais. Durante períodos mais calmos a disponibilidade ampla. Diante de situações de estresse emocional, ele empresta energia dos sistemas menos utilizados naquele momento e a desvia para manter nossas funções básicas, como o estado de vigília. Como o sistema imunológico permanece em estado de prontidãp, mas atua efetivamente apenas quando somos atacados, ele é o ponto privilegiado para obter a energia faltante e esse ciclo, que em nossos dias está se tornando vicioso, culmina em adoecimento.
É necessário equilibrar a produção e o gasto de energia do corpo. É preciso atentar aos sinais do corpo e supri-lo de alimento e sono. Só assim conseguiremos um ritmo de vida mais saudável e com maior qualidade.
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