sábado, 29 de setembro de 2012

Mas eu não durmo sem o remédio

"Mas eu não durmo sem o remédio" essa frase é tão comum hoje em dia. Essa e outras. Há remédio para tudo, tudo é rápido. Tudo tem que ser imediato.

Sempre imagino como as pessoas de hoje lidariam com um mundo em que uma distância de 180 km (tipo Uberaba - Ribeirão Preto) era percorrida em três dias, a cavalo.

A insônia não é uma patologia moderna. Sua intensificação é. O mundo ESTÁ rápido e todo o tempo temos a sensação de perder algo, de deixar de fazer uma coisa muito importante. Pra compensar, comemos rápido, tomamos banho pensando em outra coisa, dormimos pouco (e mal).

Nesse contexto, os remédios para dormir e os antidepressivos tornaram-se companheiros inseparáveis das pessoas. No passado isso gerava 2 problemas: dependência física e emocional. A medicação atual (salvo raras exceções) não causa dependência física, mas a emocional permanece. Após poucas noites regadas à rivotril e companhia, a pessoa se convence que não mais dormirá sem eles. Fica tão agitada na noite que resolve tentar dormir sem a medicação que realmente não dorme e isso sustenta a crença de que sempre precisará do remédio. Cuidado com essa forma de pensar, remédios são bengalas úteis, mas algo além deles precisa ser feito, pra que, um dia, você não precise mais de uma bengala. Considere hidroginástica, pilates, yoga (pra ansiosos parece aterrador, mas é fantástica), etc.

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