sábado, 26 de fevereiro de 2011

Começando uma história

Nunca pensei em ter um blog.

Francamente, acho que já passo horas demais em frente a um computador, mas na era digital, essa é uma boa ferramenta para atingir um maior número de pessoas e falar sobre temas relevantes, como combater os maus tratos contra animais, porque coca-cola light não tem gosto de coca-cola, discutir se tostines vende mais porque é fresquinho mesmo, ou sobre o tema que motivou esse blog: falar sobre saúde mental e adoecimento mental.

Existem tantos mitos sobre o assunto, tantas dúvidas, tantas teorias erradas sobre porque alguém perde a sanidade ou o que esperar de alguém com diagnóstico psiquiátrico que muita interessada pelo tema termina perdida.

Para piorar, na maior parte das vezes a TV presta um desserviço a quem quer entender melhor o assunto, pois mostra sempre pacientes como pessoas violentas, ou com habilidades absurdas (já viram algum filme com autistas em que eles não fossem "geniozinhos"?). Além disso, temos livros falando sobre o tema também, alguns bem famosos, que terminam nos tirando o sono e fazendo parecer que todos somos psicopatas à espera de nossa próxima vítima descuidada. Raramente ouvimos as histórias em primeira pessoa, quer dizer, poucos são os relatos de pacientes ou de familiares sobre suas experiências, no que elas se parecem e no que elas são únicas. Poucos são, também, os profissionais de saúde mental que falam sobre seu dia-a-dia de trabalho.

Como sou professora de Psicologia, ouço, as vezes, comentários de estudantes que me gelam o sangue, de tão carregados de preconceito ou de informações erradas sobre o que significa ter um transtorno mental. Não vou entrar nesse assunto agora, vou guardar para um outro momento.

Hoje termino recomendando a vocês um livro em que o autor é alguém diagnosticado como tendo esquizofrenia e onde ele fala abertamente sobre sua experiência com as internações psiquiátricas, bons e maus profissionais de saúde mental e sobre a vida de um paciente psiquiátrico. O livro chama "Anjo Carteiro: a correspondência da psicose" e a referência completa está no fim do post.

Espero que aceitem o convite deste blog para conversamos e que nos encontremos aqui para dar continuidade a essa história.

Referência:
BARROS, L. F. Anjo Carteiro: a correspondência da psicose. Rio de Janeiro: Imago, 1996.




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